sexta-feira, 12 de agosto de 2016

VITILIGO

O vitiligo é uma doença caracterizada pela perda da coloração da pele. As lesões formam-se devido à diminuição ou ausência de melanócitos (as células responsáveis pela formação da melanina, pigmento que dá cor à pele) nos locais afetados. As causas da doença ainda não estão claramente estabelecidas, mas fenômenos autoimunes parecem estar associados ao vitiligo. Além disso, alterações ou traumas emocionais podem estar entre os fatores que desencadeiam ou agravam a doença.
As lesões cutâneas são de hipopigmentação, ou seja, manchas brancas na pele com uma distribuição característica. O tamanho das manchas é variável.A maioria dos pacientes de vitiligo não manifesta qualquer sintoma além do surgimento de manchas brancas na pele. Entretanto, em alguns casos, os pacientes relatam sentir sensibilidade e dor na área afetada.
O vitiligo pode ter um acometimento focal, unilateral segmentar, vulgar ou universal, como mostra a imagem abaixo:


O diagnóstico do vitiligo é essencialmente clínico, pois as manchas hipopigmentadas têm geralmente localização e distribuição características. A biópsia cutânea revela a ausência completa de melanócitos nas zonas afetadas, exceto nos bordos da lesão, e o exame com lâmpada de Wood é fundamental nos pacientes de pele branca, para detecção das áreas de vitiligo.As análises sanguíneas deverão incluir um estudo imunológico que poderá revelar a presença de outras doenças autoimunes como o lupus eritematoso sistémico e da doença de Addison. O histórico familiar também é considerado. 
Em relação ao tratamento, a maior preocupação são os sintomas emocionais que os pacientes podem desenvolver em decorrência da doença. Por isso, em alguns casos, recomenda-se o acompanhamento psicológico.Entre as formas de tratamento da doença incluem-se tratamento medicamentoso com o uso de corticoides tópico ou oral, fotoquimioterapia, transplante de melanócitos, entre outros. É importante que o tratamento seja acompanhado por um dermatologista.
Basicamente existem dois objetivos ao tratar o paciente com vitiligo. Uma delas, a mais indicada, é restaurar os melanócitos "perdidos" com técnicas que estimulem os melanócitos locais e vizinhos; entretanto, isso nem sempre é possível. Assim, existe uma segunda linha de tratamento em que os melanócitos sadios são destruídos com a aplicação de um produto químico, o monobenzil éter de hidroquinona. Trata-se de uma técnica simples, mas que requer a utilização do produto por longos períodos. Esse último foi o tratamento utilizado por Michael Jackson.A principal indicação é para adultos com mais de 50% de superfície corporal acometida e, sobretudo, capazes de reconhecer que esse processo irá alterar bastante sua fisionomia e exigirá cuidados especiais com o sol por toda a vida.
Não existem formas de prevenção do vitiligo. Em pacientes com diagnóstico de vitiligo, deve-se evitar os fatores que possam precipitar o aparecimento de novas lesões ou acentuar as já existentes. Evitar o uso de vestuário apertado, ou que provoque atrito ou pressão sobre a pele, e diminuir a exposição solar. Controlar o estresse é outra medida importante.



Vitiligo. STEINER, Denise et al. An. Bras. Dermatol. [online]. 2004, vol.79, n.3, pp.335-351.Disponível em: http://www.scielo.br/scieloOrg/php/citedScielo.php?pid=S036505962004000300010&1ang=en












terça-feira, 9 de agosto de 2016

QUANDO DESCONFIAR E TER CERTEZA DE UMA GESTAÇÃO?

O diagnóstico de gravidez pode ser clínico, laboratorial e ultrassonográfico. O conhecimento popular acerca deste tema é bem prevalente, então queremos neste post não apenas citar mas também explicar o motivo pelo qual os sintomas ocorrem! Para isso, limitaremos a falar sobre o diagnóstico clinico!

Podemos o dividir basicamente em 4 tópicos. (Sintomas e sinais de presunção, Sinais de probabilidade e sinais de certeza).

1. Sintomas de presunção. Normalmente são as queixas iniciais mais frequentes da grávida. Seriam:

a. Náuseas:são ocasionadas pela adaptação materna ao hormônio produzido durante a gestação, a gonadotrofina coriônica humana.

b. Polaciúria (aumento do número de vezes que vai ao banheiro): com o crescimento uterino ocorre um compressão da bexiga, o que leva a uma menor capacidade em reter e acumular a urina. Com isso a gestante vai mais vezes ao banheiro, mas tendo um volume urinário menor (polaciúria).

c. Fadiga e sonolência: isso ocorre devido a uma vasodilatação,aumenta o volume de sangue que passa em alguns lugares do organismo materno, ocasionando uma redução do fluxo sanguíneo e estes sintomas.

d. Percepção da MÂE aos movimentos fetais. Se for a primeira gestação esses movimentos podem ser percebidos em torno da 20 semana. Agora em uma gestante que já teve gestações anteriores podem ser percebidos em torno da 16 semana.

2. Sinais de Presunção: São alterações que muitas vezes podem ser notadas e não apenas relatas pela gestante!

a. Atraso menstrual: normalmente este é o primeiro a ser notado! Ocorre devido a manutenção da Progesterona (tipo de hormônio)  pelo organismo evitando assim a descamação uterina e perda do bebê.

b. Modificação mamárias: as mamas ficam doloridas devido ao maior volume de sangue; escurecimento da região do mamilo; podem sair secreções que chamamos de colostro; o aumento da circulação das veias permite observar uma rede sob a pele transparente; os limites mamários podem ficar imprecisos.

c. Alterações do muco cervical (secreção): Com o aumento da progesterona irá ocorrer uma mudança no padrão de cristalização, alterando a aparência da secreção.

d. E por última as alterações cutâneas, que ocorrem devido a uma hiperpigmentação decorrente do aumento de melanina. São o cloasma gravídico, que aparece na região facial como manchas escurecidas e a linha nigra que aparece na região medial do abdome. 

3. Há ainda os Sinais de probabilidade, que são decorrentes das transformações da forma do corpo devido a gestação. E são encontrados durante o exame clínico ou no toque vaginal pelo médico!

4. Já os sinais de certeza são os mais fidedignos da gestação. São eles:

a. Ausculta dos batimentos fetais: É o mais utilizado, e gera grande ansiedade para a gestante. Então é sempre bom lembrar que pelo aparelho (Sonar Doppler) os batimentos serão ouvidos a partir da 12 semana de gestação e pelo Pinard só pela 20 semana.

b. Percepção indireta do feto, através do toque vaginal, a partir da 14 semana. E a percepção dos movimentos fetais pelo MÉDICO a partir da 20 semana.

Existe ainda o exame laboratorial no qual se faz a dosagem do BHCG . 

sábado, 6 de agosto de 2016

DEPRESSÃO

Introdução 

A depressão pode ser definida como uma doença da mente e do corpo que se caracteriza por afetar o estado de humor da pessoa em qualquer ciclo da vida, deixando-a com um predomínio anormal de tristeza e diminuição de sua energia. Diagnosticada como doença há menos de 50 anos, a depressão é atualmente a quarta causa de incapacidade no mundo e deverá ser a segunda até 2020, de acordo com a a Organização Mundial da Saúde (OMS). Estima-se que no mundo todo o número de pessoas afetadas chega a 350 milhões. Só no Brasil, a estimativa é de 10 milhões de casos, com prevalência entre 10,8 % ao ano, o maior de todos os índices registrados em outros países no ano de 2011. Dados epidemiológicos mostram que há um predomínio do sexo feminino em relação ao masculino (2:1) em adultos, bem como em solteiros, minorias étnicas e áreas rurais.
As causas envolvidas na depressão ainda são incertas e, atualmente, fala-se mais em um caráter multifatorial, resultante de fatores genéticos (genes que conferem maior ou menor vulnerabilidade à doença), biológicos (disfunção de monoaminas como serotonina, dopamina e noradrenalina; fatores humorais e inflamatórios; lesão ou disfunção cerebral) e ambientais (estresse, más condições de vida). 

Manifestações clínicas 

São sintomas de depressão:
● Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia;

● Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as tarefas diárias;

● Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis e prazerosas;

● Desinteresse, falta de motivação, apatia e indecisão;

● Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio;

● Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte;

● Interpretação distorcida e negativa da realidade;

● Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento frequente;

● Perda ou aumento do apetite e do peso;

● Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos frequentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo);

● Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.

Diagnóstico

Como forma de diagnóstico da doença, foram criados critérios de acordo com os sintomas mais característicos. Portanto, denomina-se depressão quando há a presença de, pelo menos, humor deprimido e/ou perda de interesse ou prazer, durante o mesmo período de 2 semanas. Além disso, o indivíduo deve apresentar cinco ou mais dos seguintes sintomas:
1. Humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias, conforme relatado pelo próprio paciente (p. ex., sente-se triste, vazio ou sem esperança) ou por observação feita por outra pessoa (p. ex., parece choroso); 
2. Acentuada diminuição de interesse ou prazer em todas, ou quase todas, as atividades na maior parte do dia, quase todos os dias;
3. Perda ou ganho significativo de peso sem estar fazendo dieta (p. ex., mudança de mais de 5% do peso corporal em um mês) ou redução ou aumento no apetite quase todos os dias;
4. Insônia ou hipersonia quase diária;
5. Agitação ou lentificação quase todos os dias;
6. Fadiga ou perda de energia quase todos os dias;
7. Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva ou inapropriada quase todos os dias (não meramente autorrecriminação ou culpa por estar doente);
8. Capacidade diminuída para pensar ou se concentrar, ou indecisão quase todos os dias;
9. Pensamentos recorrentes de morte (não somente medo de morrer), ideação suicida recorrente, tentativa de suicídio ou plano específico para cometer suicídio.

Tratamento

A depressão é uma doença e como tal deve ser tratada. Atualmente, o tratamento ideal e eficaz inclui tanto o tratamento medicamentoso com antidepressivos, quanto o tratamento psicoterápico. Enquanto a medicação desempenha o papel de reequilíbrio orgânico, a psicoterapia aborda estratégias terapêuticas que focalizam pensamentos e comportamentos associados ao humor deprimido, no modo como se relacionam consigo mesmo, com o mundo e com as pessoas. Assim, essa modalidade promove um melhor enfrentamento dos problemas e alívio de sintomas, além de prevenir futuras recaídas. 

Prevenção 

Identificar os primeiros sinais de alarme é o primeiro passo para prevenir a depressão ou evitar a progressão da doença. O diagnóstico preciso e precoce está relacionado a melhor prognóstico, o que torna fundamental a procura de ajuda quando o próprio indivíduo ou seus familiares detectam sinais e sintomas sugestivos. 10% a 25% dos que procuram clínicos gerais têm quadro depressivo. 
Depressão é uma doença recorrente. Aqueles que já apresentaram um episódio na vida apresentam cerca de 50% de possibilidade de manifestar outro quadro; quando há história prévia de duas recidivas, as chances aumentam para 70%, e de três episódios, chegam até 90%. Sendo assim, é fundamental que os indivíduos que já tiveram depressão procurem sempre estar em dia com a saúde física e principalmente mental, fazendo um adequado acompanhamento com profissionais de saúde habilitados. 

Terminou a leitura? Ótimo, Dr. Drauzio Varella quer trocar uma palavrinha com você (é rapidinho, não vai demorar)…



quinta-feira, 28 de julho de 2016

CISTITE


Conceito
A cistite é a infecção do trato urinário inferior, acometendo a bexiga. Refere-se à presença de micro-organismos (geralmente bactérias) na bexiga, gerando sintomas incômodos no paciente.



Fisiopatologia

A fisiopatologia da cistite pode ser descrita como um desequilíbrio entre a virulência bacteriana e as defesas naturais do organismo, o que leva ao processo inflamatório e infeccioso. É mais comum em mulheres, já que os homens apresentam proteção anatômica (maior tamanho de uretra, o que dificulta do curso ascendente, flúido prostático, proteção da próstata por compressão). No entanto, quando presente em homens pode ser classificada como complicada.


Agentes etiológicos

Os agentes etiológicos mais frequentes são: a Escherichia coli, o Staphylococcussaprophyticus, espécies de Proteus e de Klebsiella e oEnterococcusfaecalis. A E. coli, sozinha, responsabiliza-se por 70% a 85% .


Sintomas


Sintomas clássicos são:
Disúria Dor à micção
PolaciúriaAumento das vezes de ida ao banheiro com diminuição do volume

Urgência miccionalvontade urgente de micção

E eventualmente dor supra púbica (referida por muitos pacientes como dor no “pé da barriga”) . Pode haver hematúria (sangue na urina), urina turva e odor fétido.

Diagnóstico 

A cistite aguda possui uma clínica muito clara e sugestiva, por isso a parte mais importante do seu diagnostico é a história dos sinais e sintomas e o exame físico. Na maioria dos casos em mulheres adultas o exame clínico pode autorizar o início do tratamento sem a necessidade de coleta de exames complementares. Entretanto, caso seja necessário o médico poderá solicitar alguns exames como EAS (exame de sedimentos anormais) ou até mesmo uma urocultura com antibiograma para conhecer o agente etológico e orientar o tratamento nos casos mais complicados. O EAS mostra leucocitúria ou piúria em 94% das cistites, mais de 10 leucócitos por campo de grande aumento ou oito piócitos por milímetro cúbico de urina. Para a realização desses exames utiliza-se a urina, sendo muito importante uma coleta eficiente do material para evitar contaminação e assim interferência no exame (Veja na imagem abaixo como fazer). Exames de imagem como o ultrassom, por exemplo, não são indicados.








Tratamento 

Medidas gerais como boa hidratação e esvaziamento adequado da bexiga são a principal orientação e analgésicos podem ser utilizados para o alívio da dor e dos sintomas irritativos.O tratamento das cistites infecciosas requer o uso de antibióticos que será prescrito com base na avaliação do médico em relação a história da doença, sexo do paciente, etc. Geralmente os medicamentos mais utilizados são ciprofloxacino, norfloxacino e sulfametoxazol + TMP. Especialmente nas mulheres, as recidivas podem ser freqüentes e mais graves, mas, se o tratamento for seguido à risca, a probabilidade de cura é grande. Por isso, é preciso TOMAR OS MEDICAMENTOS RESPEITANDO O TEMPO RECOMENDADO pelo médico mesmo que os sintomas tenham desaparecido com as primeiras doses.


Prevenção 



* Beba muita água. O líquido ajuda a limpar as vias urinárias;

* Urine com freqüência. Reter a urina na bexiga por longos períodos é uma contra-indicação importante. Urinar depois das relações sexuais favorece a eliminação das bactérias que se encontram no trato urinário;

* Redobre os cuidados com a higiene pessoal. Mantenha limpa a região da vagina e do ânus. Depois de evacuar, passe o papel higiênico de frente para trás e, sempre que possível, lave-se com água e sabão;

* Evite roupas íntimas muito justas ou que retenham calor e umidade, porque facilitam a proliferação das bactérias;

* Suspenda o consumo de fumo, álcool, temperos fortes e cafeína. Essas substâncias irritam o trato urinário;


* Troque os absorventes higiênicos com frequência para evitar o proliferação bacteriana.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Hoje vamos falar de um tema delicado, mas de extrema importância para a saúde pública: DSTs e corrimento vaginal


Você sabe o que são DSTs?

DSTs ( Doenças sexualmente transmissíveis) são um grupo de doenças que podem ser transmitidas durante o ato sexual, seja por contato cutâneo direto, seja por secreções vaginais ou pelo sêmem. Devido a essa forma de transmissão elas são tema relevante de saúde pública, pois tem uma fácil disseminação, que é, entretanto, facilmente interrompida com cuidados sexuais durante o ato, como, por exemplo, o uso de preservativos (a famosa camisinha).

Quais são as principais DSTs?

As principais e mais famosas DSTs são a AIDS (transmitida pelo HIV), a sífilis, a gonorréia, a tricomoníase,entre outras, sendo que muitas dessas doenças podem alterar o corrimento vaginal.

Você sabe o que é corrimento vaginal?

Corrimento vaginal é uma secreção normalmente secretada na vagina da mulher (pelas glândulas de Bartholin e pelo colo do útero) com a função de lubrificar o canal vaginal. O corrimento normal é um líquido mucoso transparente ou branco podendo ser homogêneo ou grumoso, pois isso dependerá da fase do ciclo menstrual em que a mulher estará. Dependendo da mulher e da fase do ciclo menstrual, a quantidade de corrimento pode ser maior ou menor, e ele, geralmente, é inodoro ou tem pouco odor.

A alteração do corrimento vaginal é um grande sinal de que possa estar ocorrendo um processo patológico no canal vaginal da mulher, decorrente de uma infecção ou de um desequilíbrio dos microorganismos que já estão presentes no canal vaginal.

Como esse corrimento pode se alterar e quais doenças ele pode sugerir?

O corrimento pode-se alterar de diversas formas, o que pode sugerir diversas doenças, podendo ser DST ou não.Listaremos as três principais:
Corrimento aumentado, cinza ou branco, fino, com odor fétido de peixe sentido principalmente após o ato sexual, com pequenas bolhas e grudado na parede da vagina, mas saindo com facilidade pode ser sinal de VAGINOSE BACTERIANA, que não é uma DST.
Corrimento espumoso, profuso e amarelo-esverdeado além de eritema (vermelhidão, rubor) vaginal sugere: TRICOMONÍASE
Corrimento em pequena quantidade, aspecto de leite “talhado”, aparência de espesso a aquoso, de cor branca a amarelado e ausência de odores, além de prurido vaginal, dispareunia (dor durante o ato sexual), irritação vaginal e disúria (incômodo ao urinar) fala a favor de: CANDIDÍASE. A candidíase não é considerada uma doença sexualmente transmissível, no entanto pode ser transmitida através de relações sexuais.
É importante lembrar que o diagnóstico não se baseia apenas na alteração do corrimento, que é apenas um fator diagnóstico, pois pH vaginal, alterações vaginais, análise microbiológica do corrimento também são fatores importantes no processo de diagnóstico dessas doenças.


O que fazer se perceber uma alteração de corrimento vaginal?

Procure o médico clínico geral ou ginecologista o mais rápido possível e não use medicação sem prescrição médica! Se tiver relações sexuais, utilize preservativos para evitar a transmissão de uma possível doença ao seu parceiro.



Referência: 

Ginecologia Ambulatorial Baseada em Evidências Científicas, 2ª ed. Cap. 42, Aroldo Camargos, Victor Hugo de Melo, Márcia Mendonça Carneiro, Fernando Marcos dos Reis





quarta-feira, 6 de julho de 2016

O QUE É "DERRAME"?

O popular “derrame” na verdade é conhecido como AVE (acidente vascular encefálico) pelos médicos e profissionais de saúde, trata-se de um evento que pode ocorrer devido sangramento/hemorragia ou falta de sangue no cérebro ou tronco cerebral, estruturas que encontram-se dentro de nosso crânio.

O AVE trata-se da principal causa de morte no Brasil e no mundo desponta-se como a terceira maior causa, isso não significa que todas as pessoas que tiverem um AVE morrerão devido ao acidente, pois é possível que elas sobrevivam mais apresentem sequelas decorrentes do AVE como perda de força nos membros, paralisias na face e dificuldades de fala. Geralmente pessoas que sofrem um AVE podem passar por um mal súbito, perda de consciência, distúrbios da linguagem, perda de força, vômitos, náuseas, dificuldades visuais e também podem ter dor de cabeça.Se estiver perto de alguém com essas queixas é possível você ajudar e identificar o quadro basta pedir e realizar as seguintes ações com a pessoa:
Porém só saber identificar e como proceder no caso de um AVE não é suficiente, apesar de ser importante, é necessário também saber como evitar que isso aconteça conosco e com nossos familiares. Para prevenir precisamos evitar fatores de risco como: hipertensão, diabetes, fumo, hiperlipidemias, sedentarismo e álcool.



No que diz respeito ao tratamento deve-se ressaltar que quanto mais rapidamente o paciente for conduzido ao hospital após início dos sintomas maior será a chance de se obter sucesso e impedir possíveis sequelas e até mesmo a morte. Geralmente no hospital o paciente será diagnosticado, estabilizado e se for o caso poderá receber medicamentos ou até mesmo ser conduzido para uma cirurgia.



Leitura complementar: 

Santos, Adrialdo José, et al. "Acidente vascular cerebral isquêmico após quimioterapia com cisplatina, etoposide e bleomicina Relato de caso." ArqNeuropsiquiatr 61.1 (2003): 129-133.

GOLDMAN, Lee. Cecil Medicina/Lee Gldman, Denis. Ausielo. Medicina Interna [tradução Adriana PitelaSudre, et al] 23ª edição. Rio Janeiro: Elsevier, 2009. Ministperio da Saúde, Manual de rotinas para atenção ao AVC, 2013. 

sábado, 2 de julho de 2016

O QUE É MICOSE? COMO SE PREVINIR?


Micoses são infecções causadas por fungos que atingem a pele, as unhas e os cabelos. Na verdade, alguns tipos de fungos vivem naturalmente em nosso corpo sem causar qualquer tipo de sintoma. No entanto, se eles começam a se reproduzir rapidamente podem causar doenças. Os fungos se alimentam da queratina presente em nossa pele, unhas e cabelos. Quando encontram condições favoráveis, como calor, umidade, baixa de imunidade ou uso de antibióticos sistêmicos por longo prazo, estes fungos podem se proliferar. Os tipo mais frequentes de micose são Ptiríase versicolor, as tineas e as onicomicoses.


A Ptríase versicolor, popularmente conhecida como “pano branco” é causada por fungos do gênero Malassezia, apresenta-se clinicamente como manchas brancas, descamativas, que podem estar agrupadas ou isoladas, e normalmente surgem na parte superior dos braços, tronco, pescoço e rosto, que raramente coçam. Ocasionalmente, podem se apresentar como manchas escuras ou avermelhadas. É mais comum em adolescentes e jovens, sendo que pessoas de pele oleosa estão mais suscetíveis a apresentar este tipo de micose. O tratamento pode ser feito com medicamentos tópicos ou orais. No entanto, esta micose pode voltar ao corpo por várias vezes.

Tineas são doenças causadas por um grupo de fungos que vive às custas da queratina da pele, pelos e unhas. Esses fungos podem ser encontrados em animais, no solo e até mesmo no homem. Manifestam-se como manchas vermelhas de superfície escamosa, crescimento de dentro para fora, com bordas bem delimitadas, apresentando pequenas bolhas e crostas e o principal sintoma é coçeira. Quando acomete os pés, a tinha pode ser chamada de “pé-de-atleta”, mas elas podem aparecem em qualquer lugar do corpo. Nas crianças, é comum que apareçam no couro cabeludo.


As onicomicoses são as micoses das unhas, tanto dos pés quanto das mãos. A unha se torna mais grossa e descolada, podendo haver mudanças em sua cor e forma. Geralmente começa como uma mancha de cor clara pequena. Conforme se espalha, a cor se altera e a unha torna-se mais espessa e mais frágil. Muitas vezes, é doloroso e recorrente.


A candidíase é a infecção causada pela candida que pode comprometer isoladamente ou conjuntamente a pele, mucosas e unhas. É um fungo oportunista, e dessa forma, existem situações que favorecem seu desenvolvimento, como baixa da imunidade, uso prolongado de antibióticos, diabetes e situação de umidade e calor. Pode se manisfestar de diversas formas, como placas esbranquiçadas na mucosa oral, comum em recém-nascidos (“sapinho”); lesões fissuradas no canto da boca (queilite angular) mais comum no idoso; placas vermelhas e fissuras localizadas nas dobras naturais (inframamária, axilar e inguinal), ou podem envolver a região genital feminina (vaginite) ou masculina (balanite), causando coceira, manchas vermelhas e secreção vaginal esbranquiçada. No tratamento da candidíase, deve-se sempre considerar os fatores predisponentes, tentando corrigi-los. Antifúngicos tópicos e sistêmicos devem ser empregados sob orientação médica.



O tratamento das micoses é variável. As tinhas tendem a ter tratamentos mais curtos e as onicomicoses mais prolongados. As micoses são tratadas com uma variedade de drogas antifúngicas. O tipo que você usa depende de onde a infecção está localizada e o quão grave ela é. Para infecções superficiais, você pode usar um creme antifúngico. Infecções mais graves, incluindo aquelas que afetam as unhas, podem exigir comprimidos orais ou injeções. Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. É importante não interromper o tratamento mesmo que os sintomas tenham terminado, pois o fungo das camadas mais profundas pode resistir.
Os hábitos higiênicos adequados são importantes na prevenção das micoses. Use somente o seu material de manicure. Seque-se sempre muito bem após o banho, principalmente as dobras, como as axilas, as virilhas e os dedos dos pés. Evite o contato prolongado com água e sabão. Evite andar descalço em locais que sempre estão úmidos, como vestiários, saunas, lava-pés de piscinas. Evite ficar com roupas molhadas por muito tempo. Não compartilhe toalhas, roupas, escovas de cabelo, bonés, eles são maneiras de transmitir doenças. Evite usar calçados fechados por longos períodos e opte pelos mais largos e ventilados. Evite roupas muito quentes e justas e também tecidos sintéticos, pois eles absorvem o calor e o suor e prejudicam a transpiração da pele.






Leitura Complementar: